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Olimpíadas e Paralimpíadas, such a big deal! Será?

Hello Insighter!

Gostaria de provocar alguns questionamentos através de alguns números:

  1. Foram distribuídas mais de 500 medalhas;
  2. Tivemos a presença de 42 modalidades;
  3. Um custo de R$37,6bi;
  4. Mais de 15mil atletas de 204 países envolvidos;
  5. Mais de 10mil carregadores da tocha;
  6. 31 prédios residenciais, divididos em 7 condomínios em apartamentos de 2 a 4 quartos compuseram a Vila Olímpica;
  7. Quase 1bilhão de pessoas assistindo a cerimônia de abertura;
  8. Mais de 10milhões de ingressos comercializados;
  9. Nas Olimpíadas, os EUA lideraram o ranking seguidos de Grã-Bretanha e China. Brasil ficou em 13° lugar (um salto de 9 posições em relação a Londres);
  10. Nas Paralimpíadas, China liderou o ranking seguida de Grã-Bretanha e Ucrânia. Brasil ficou em 8° lugar (desceu 1 posição em relação a Londres).

Fonte: GloboEsporte

Muitas conclusões podemos tirar desses dados e fique à vontade para concordar/discordar de mim. Vamos começar pela infra-estrutura. Boulevard Olímpico, VLT, muita segurança com presença do Exército trouxeram transporte rápido e uma sensação de segurança vista parecida somente na Copa do Mundo. Sempre falo que RJ não é Zona Sul e que para o RJ continuar lindo, a maioria da cidade tem que atender a essa frase. Quando falamos de Zona Sul, falamos de um percentual territorial ínfimo e que não testifica essa frase, porém quando fui ao Engenhão, testifiquei que o RJ estava lindo de fato, pois a Zona Norte, tão injustiçada e alvo dos noticiários de violência, estampava como cartão postal também e, pela primeira vez, me senti bem no Rio. Usei transporte público, caminhei bastante e foi uma sensação de Primeiro Mundo ou do Sul do Brasil. Muito bom mesmo!

Vimos Phelps se consolidar como o maior atleta olímpico da história, Bolt como o maior velocista da história, com 100% de aproveitamento em medalhas de ouro em 3 Olimpíadas seguidas e Daniel Dias se sagrando o grande campeão Paralímpico. Nos orgulhamos do nosso volei e pela primeira vez, a seleção pentacampeã de futebol mundial foi ouro nos Jogos (Parabéns Neymar, tão criticado, e cia). Vimos verdadeiros heróis sem visão, sem alguns membros do corpo, sem 100% da racionalidade, darem um banho em nós, um banho de superação, uma lição de vida (nós que tanto reclamamos da vida). Vimos uma abertura linda, assim como, o encerramento. Fizemos um estrangeiro entender que aqui a justiça pode ser séria. A propósito, como os Jogos nasceram na Grécia, podemos dizer que Phelps é a personificação de Poseidon e Bolt a de Hermes.

Um bom trabalho de base com os atletas, fez com que déssemos um grande salto no quadro de medalhas. Parabéns pelo planejamento estratégico e operação do mesmo.

Por um momento, nós, brasileiros, esquecemos de Dilma, Temer, Cunha, Lula e cia. Por um momento, a crise ficou de lado. Por um momento…

Agora voltemos à realidade!

Iniciamos com graves problemas quanto à entrega das instalações, fomos duramente criticados na mídia. Assumimos o posto de maior custo de vida do mundo (superando até Paris, Londres e NY), tivemos problemas em sair da inércia e apoiarmos os Jogos Paralímpicos. Tivemos a Tocha apagada em algumas cidades por vândalos que não sabem respeitar um entidade milenar e mundial. Quando teremos o retorno dos R$37,6bi investidos? Hoje tive que ir ao Rio resolver alguns problemas e me deparei com a realidade normal. Quase perdi meu celular no mesmo lugar onde tive a sensação de segurança e mais uma vez, detectei que qualidade de vida não é o forte do Rio e São Paulo. Altos custos de vida e baixa qualidade.

E a grande questão é a seguinte: o que esse salto de 9 posições no ranking mudou na sociedade brasileira? Será que os Jogos foram mais um evento Pão e Circo? Será que damos atenção para as iniciativas corretas? Será que o João e a Maria que mudam o Brasil com seu esforço, mesmo pequenos mas fazem a sua parte, não deveriam ser mais valorizados? Será que os brasileirinhos e brasileirinhas que ganham medalhas nas competições de matemática, robótica e astronomia não deveriam ser mais valorizados?

Ficam essas perguntas para reflexão!

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